"O verdadeiro pecado é escrever para o público." (Paul Valéry). "Blot, blot, good Lod'wick!" (Shakespeare, Edward III). "Dei uma olhada no seu instigante blog/ site... Indiquei seu site para pessoas interessadas na discussão sobre a aporia das artes" - Affonso Romano de Sant'Anna.
A Mácula
REVISTA ELETRÔNICA, JORNAL DE BORDO E POESIAS DE LAURO MARQUES© macula@estadao.com.br........................................Arte+Estética+Poesia+Literatura+Comunicação+Filosofia.
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2.6.05 HENRY MOORE'S SONG
la nariz que se encandila.


Não, meu rapaz. Se há alguma coisa que faz sentido é a arte. O resto, ciência, religião... eu falei RELIGIÃO? Are you kidding me? Se isso faz algum sentido, faz muito, mas MUITO menos. Sartre não precisava ter enchido tanto o saco para chegar à mesma conclusão em A náusea.
E a arte que não contém NENHUM traço de realidade é vazia, ELA É MORTA.

Estou embriagado pois acabo de chegar de uma exposição de Henry Moore.
O artista NÃO PRECISA DE RELIGIÃO. A (grande) arte diz que a vida tem sentido. Isso basta à (qualquer) religião.

O artista FUNDA sua própria religião. Ele não a NEGA. A beleza que é uma escultura de um rei e uma rainha, a olhar um vasto campo desde a Escócia, mirando a Inglaterra. Ou a escultura que se chama "Sheep" (carneiros) e ver os carneirinhos pastando embaixo. Estou falando de um filme passado na exposição, as esculturas ao ar-livre, no seu lugar natural.





posted by LAURO MARQUES | 19:59
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31.5.05 A DÚVIDA
Lauro Marques


Com que tinta escreverei agora
..........que o tinteiro esvaziou?
Com a tinta da dúvida...........que
..........essa não seca nunca!




posted by LAURO MARQUES | 14:57
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29.5.05 POESIA EM CD - Direto de Natal-RN
*COM LINKS PARA O DOWNLOAD EM MP3.ZIP

O artista multimídia natalense Alexandre Gurgel, pintor, fotógrafo, film-maker e dentista, nas horas vagas, lança cd de música eletrônica, com letra de poesia do livro em progresso "Em certezas", de Lauro Marques.

Arte do album Histórias e Canções de Ninar. Macacco


Download mp3.zip demo version:
*obs. é necessário ter o programa winzip instalado e o Windows Media Player ou outro player de MP3. O endereço para baixar de graça o winzip é http://www.winzip.com/

[Escute a música 'Ameaçando a escuridão', interpretada por Itérbio. PLAY IT LOUD!]

Read the lyric:
[Leia a letra da música]


Contact e-mail for the entire cd:
O email de contato para divulgação e para receber o CD Histórias e canções de ninar, do autor Macacco é:
contatomacacco@yahoo.com.br

HISTÓRIAS E CANÇÕES - O EX "DJ" MACACCO REJEITA O RÓTULO, LANÇA DISCO E TENTA FORJAR UMA CENA ELETRÔNICA NA CIDADE DE NATAL/RN. Por: Marcus Vinícius - Jornalista.

Já está virando clichê andar por aí perguntando se DJ é músico. A discussão invadiu bares, grupos da Internet e até mesmo os círculos acadêmicos. Afinal, que música é essa que, distante do virtuosismo, toma de assalto mentes e corpos instigados mundo afora? Nesse novo mosaico musical, as cartas estão bastante embaralhadas. O processo criativo assume dimensões anárquicas e a tecnologia põe abaixo a definição do que é a própria música, que jamais fica estanque, inerte ou alheia aos novos paradigmas com os quais se defronta, para horror dos puristas. E que ninguém procure respostas para essas questões na ótica da arcaica e desnecessária Ordem dos Músicos, que simplesmente não consegue classificar esse tipo de gênero musical, preferindo simplesmente excluir os seus adeptos, por não saberem tocar baião, polca ou fox-trot.
Portanto, esqueçam a linearidade das composições e as letras articuladas, ou "politizadas", com uma mensagem clara e se virem para encontrar algum sentido nisso tudo. Enquanto isso, vão dançando e se divertindo com essas estranhas colagens sonoras. Um bom começo é ouvir as Canções e Histórias de Ninar, disco recém-lançado de Alexandre Gurgel, o Macacco, egresso da chamada "geração El Chaco", o celebrado bar que movimentou a cena underground da cidade, há mais de uma década.
Desde 2001, quando ele ganhou um toca-disco da sogra, resolveu transformar-se no DJ Macacco e tornou-se dono de uma invejável coleção de discos de vinil. Agora ele rejeita o rótulo, quer ser simplesmente "Macacco", seguindo uma tendência. Com isso, parece querer provar que qualquer um pode ser DJ, incluindo um macaco, ou seja, que descartar essas duas letras maiúsculas não acarreta nenhuma perda substancial. Ainda mais em Natal, onde inúmeros outros símios pousam de "superstar das pick-ups". E assim reafirma que o verdadeiro artista é o Macacco.
O disco nasceu polêmico por natureza. "Você gostou do disco do Macacco?" --- a grande maioria que ouvir provavelmente estranhará. Uma minoria encontrará algo de vanguarda ali. E outros, no meio do caminho, não saberão responder. Os curiosos, em geral, tentarão decifrar o enigma da esfinge musical.
Do caldo grosso se extraem doses de experimentalismo, poesia concreta, fragmentos sonoros da cultura pop subtraídos da iconografia que Andy Warhol exaltou, trechos de trilhas para cinema, diálogos de filmes, além da junção do eletrônico com o acústico.
A tentativa do Maccaco é de se mostrar eclético, chamando diferentes tribos urbanas para uma grande festa que acaba não se concretizando, pois o trabalho é mesmo hermético. O esforço é de uni-los todos, talvez na única coisa comum a todo mundo: a elogiada loucura de cada um. E numa coisa ele acerta: a cena musical natalense atravessa um ótimo momento e está cada vez mais diversificada.
É necessária também alguma ironia refinada para o ouvinte, dada a veia cômica quase inglesa que permeia algumas sacadas do disco.
E assim, ele segue com suas macacadas, macaqueando e sampleando todo mundo, inclusive ele mesmo. Detalhe: as idéias e conceitos das faixas surgiram num estágio de semi-sonambulismo. Recortes que surgiam no meio da noite iam sendo registrados num radiogravador, durante o chamado estágio alfa, uma fase de semi-consciência situada entre o sono e a vigília.
No final, tudo isso resultou numa viagem coletiva, unindo a poesia de Lauro Maia e Carlos Gurgel às vozes de Itérbio Moura e Simona Talma, a primeira gutural e a outra meio infantil (no timbre). A parceria com Gabriel Souto na programação eletrônica foi fundamental para a formatação das faixas. Operando sua groove box, Gabriel, que integra também o time do Dusouto, substitui um naipe inteiro de músicos que não fazem falta, porque o que interessa ali é o gosto musical.
O ápice da psicodelia acontece em 'Ameaçando a Escuridão' (Alexandre Gurgel/Lauro Maia), numa interpretação sussurrada do vocalista Itérbio, forjando um amálgama denso e dançante. A música ganha uma versão ainda mais sombria no final do disco, com interpretação de Carlos Gurgel. Já em "Nem os Cachorros Comeram", se mostra um retrato do cotidiano ansioso da vida urbana de uma família que ouve música e assiste à TV em ritmo frenético de troca de canais. "Constantine' traz um diálogo ácido em inglês (coletado do filme Coração Satânico) desconstruindo a religião, confrontado com um coro ao fundo cantando música gospel. Em faixas como Radio Red, os versos lembram as ousadias estéticas dos experimentais pioneiros como Tom Zé ou Walter Franco: "Às vezes eu penso que a cabeça é um rádio que alimenta o rádio de outras pessoas".
Ou seja, o alimento está posto à mesa para quem quiser se servir. A música eletrônica já foi definida como um monólogo articulado, uma experiência sensorial. Tome parte nesse transe e se deixe embalar por essas histórias e canções para ninar gente grande.

posted by LAURO MARQUES | 15:56

A MÁCULA é um jornal para os que não têm vergonha de si mesmos e amam a máscara.

Ameaçando a escuridão, música -demo version- do CD do MACACCO(mp3.zip)

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