"O verdadeiro pecado é escrever para o público." (Paul Valéry). "Blot, blot, good Lod'wick!" (Shakespeare, Edward III). "Dei uma olhada no seu instigante blog/ site... Indiquei seu site para pessoas interessadas na discussão sobre a aporia das artes" - Affonso Romano de Sant'Anna.
Quando eu escrevo, eu tento dar forma principalmente a idéias, eu estou trabalhando com palavras, que são idéias, eu tento dar uma organização a elas. Aquilo que eu não posso estar totalmente consciente, que só posso ter uma vaga idéia, são meus sentimentos, que me acompanham, que estão comigo na hora em que escrevo. Isso para mim é ser pessoal, talvez não tão pessoal assim, pois os pensamentos têm uma raiz universal, comum, que não nasceram simplesmente comigo ---eles são o resultado de outros pensamentos, de outras ocasiões, leituras que tive contato e que me influenciaram.
Em frente ao mar
No poema Em frente ao mar, "Promontório" pressupõe um observador. O promontório é de onde a "cena" é visualizada (visão do espectador). É sinônimo da cena e desaparece com ela no poema.
O Pensamento
No poema O pensamento, há essa conclusão muito clara de que não podemos evitar o pensamento ---que se dá na consciência. Ele é tão inevitável quanto o sereno que cai junto com a noite. Ao mesmo tempo, ele está sempre em processo de transformação, e o poema não pode dar conta. Algo escapa, e esse algo talvez seja o sentimento do momento, como ele é no presente imediato. O poema termina com a indagação: O que Eu, sendo Outro, sempre outro, a todo momento, posso dizer de seus olhos?