"O verdadeiro pecado é escrever para o público." (Paul Valéry). "Blot, blot, good Lod'wick!" (Shakespeare, Edward III). "Dei uma olhada no seu instigante blog/ site... Indiquei seu site para pessoas interessadas na discussão sobre a aporia das artes" - Affonso Romano de Sant'Anna.
O artista plástico Valdir Rocha me escreve a respeito dos três últimos poemas. Repito o que disse antes, em outro post, com referência a comentários aos meus poemas. Em poesia, mesmo quando aparentemente discordamos, parece que nos entendemos. O Poema segue sendo lido, para além de nossas próprias intenções, com uma lógica que lhe é própria.
A alma de seu poema não é a, mas uma. Alma não é monossignificativa.
Se fosse, não haveria, entre nós e ela, imensidão de mar.
O intelecto é roupa, mesmo, manto ou disfarce. Não se despe; nós o vestimos e despimo-nos dele.
Vagalume ilude, sim. Aliás, essa é a sua função. Só não consegue seu intento diante dos poetas, pois que foram estes seus inventores. Antes deles, os vagalumes não existiam.
Que me importa a alma, essa
vagabunda ignota?
melhor seria destilar
outra
melhor maneira de escapar
à louca
agonia de viver
sem saber porque
habitamos este lar
à solta
hesitando entre
a imensidão do mar
e
a nossa.
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O intelecto LAURO MARQUES
Com a máscara decaída da beleza,
o intelecto
despe seu manto e
com rígida destreza, traça
nu, o espanto
da paixão insurrecta
dos corpos estalando
em alcova obscura.
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Vaga-lume LAURO MARQUES
(*) Obs. Como o terceiro poema era muito ruim, e o comentário melhor, sai o poema e fica só o comentário.