"O verdadeiro pecado é escrever para o público." (Paul Valéry). "Blot, blot, good Lod'wick!" (Shakespeare, Edward III). "Dei uma olhada no seu instigante blog/ site... Indiquei seu site para pessoas interessadas na discussão sobre a aporia das artes" - Affonso Romano de Sant'Anna.
Xochimilco: Pântano Azteca de águas oscuras. Aquí hay gente que vive aislada. A mãe levando de balsa, remando, seus filhos para la escuela. Nosotros y los mexicanos bebiendo frescas cervezas. Triste-alegres, "valsam'. Buenas noches, los terribles Mariachis y bem no fundo, quase não se notam, emplumados para a guerra, eles nos olham.
Teotihuacan: Das casas de palha e barro, nenhum vestígio. Palácios, um rei morou aqui. Do alto da pirâmide, larga vista para o vale dos mortos ---camelando suas últimas bugigangas.
Centro, praça do Zócalo: Em uma tenda zapatista armada, solitária, alguém canta uma velha canção, Che Guevara. Policiais no palacio del Gobierno montam-guardam os murais de Rivera.
Centro, Catedral: Silêncio. No centro, à entrada, de interior negro, Jesus Del veneno, oscuro, pende da cruz, como se pendesse de um galho, antes dos outros santos e altares. Tudo alto e dependurado. Cheiro incenso ---mais silêncio, intenso, vindo de fora, da praça, um canto, irreproduzível, la-la-la-la, de tristeza amplificada de micrófono, alegre e desesperada. Um campesino escuta a si próprio na sala reservada, a conversar com estátuas, que lhe olham, e a si mesmas, assustadas, em seu silêncio de luto e madeira.
Palácio de Belas-Artes: Fora os santos! Catedral (in)útil onde se odeia/adora o homem: de novo Rivera, Orozco ---um rasgo nas paredes, melhor que os murais, gigantescos e tirânicos: Gironella(s), pinturas que são um corte e sangram.
Museo Nacional de Arte: Bela moldura, em espanhol. Pátio sem nome ---onde contemplo o vazio, o tempo, como se fosse a mais bela das artes, subindo e descendo as escadas.