| A Mácula Humana Blog Natureza Humana+Arte+Estética+Poesia+Literatura+Comunicação+Filosofia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Notas & Esboços/Discussões/Criação Coletiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Editado por Lauro Marques© . Contatos: macula@estadao.com.br |
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5.9.03 De Francis Bacon, sobre Three Studies for Figures at the Base of a Crucifixion, It was a thing that I did in about a fortnight, when I was in a bad mood of drinking, and I did it under tremendous hangovers and drink; I sometimes hardly knew what I was doing. It's one of the only pictures I've been able to do under drink. I think perhaps the drink helped me to be a bit freer. Uma das poucas pinturas de Bacon feitas durante uma ressaca e bebedeira. O tríptico está em exposição na Oca. Devia ficar para sempre. Leio em entrevista de Bacon com Michel Archimbaud, Gallimard, 1999, que, no início, a Tate Galery recusou esses quadros. Foi preciso que o patrocinador de Bacon, na ocasião, Eric Hall, insistisse para que enfim aceitassem. É uma das estrelas da exposição. posted by LAURO MARQUES | 19:46 Comments: 4.9.03 " That's not the road it is only the map." (T. Waits) Ronaldo Bispo havia enviado comentário sobre o perigo do excesso de informação e eu fiquei de dar uma resposta. Ele existe, esse perigo, ele pode tanto levar ao "palácio da sabedoria", como queria W. Blake, como pode nos deixar paralisados. Eu acho que uma maneira de tentar escapar disso é construir mapas - como pode ser esse Blog -, maneiras de "circular através do Caos", no dizer de Júlio Pomar, buscando ao mesmo tempo se espelhar no que fazem a arte e os artistas. Isso está em harmonia com as seis propostas para o presente milênio, segundo I. Calvino: 1-Leveza, 2-Rapidez, 3-Exatidão, 4-Visibilidade, 5-Multiplicidade, e 6-Consistência. posted by LAURO MARQUES | 16:50 Comments: Vontade de ultrapassar Declaração do coreógrafo Alejandro Ahmed, do Cena 11, sobre o espetáculo Violência, de 2000, no livro de Maíra Spanghero, citado anteriormente , pág. 95 : Nada do que estamos fazendo, por mais que seja mesmo muito violento ou doloroso, deixa de ter um sentimento de prazer em dançar, porque fazemos questão de deixar claro que a chave dessa coreografia é a vontade. Vontade de cair, vontade de se chocar, vontade de se mostrar ao público. Quando eu escrevi o post sobre o Cena 11, eu não havia ainda lido que Ahmed, sofre de oestegênese imperfeita, a mesma doença do vilão do filme protagonizado por Bruce W., Unbreakable - Inquebrável. Resta dizer que, como público, após o espetáculo, também fiquei acometido dessa vontade, vontade de se jogar - ou o mais certo seria dizer: de ultrapassar. posted by LAURO MARQUES | 16:49 Comments: BALADA PARA UM MORTO & OUTROS POEMAS De Lauro José Maia Marques SUMÁRIO . Revolução (A busca pelo céu) (poema em prosa) 06-11. . Post Scriptum (poema em prosa) 12-14. . Balada para um morto (Parte I) 15-29. Intro 16 I II III IV V VI-A PESTE VII-SUS VIII-REVELAÇÕES IX X XI XII XIII . Interlúdio, Primeiros Poemas 30-39. I 31 II III IV-A MUSA V-A LOUCA VI-O ANJO NEGRO VII-SONETO (O POSSESSO) VIII IX- EU FRAGMENTADO . Balada para um morto (Parte II) 40-50. I 41 II III IV V-DESCIDA VI VII VIII-ANAXIFORMINGES! IX X . Balada para um morto (Parte III) 51-64. I 52 II III-A QUEDA IV-CANÇÃO DA TERRA V- CANÇÃO DO SOL VI VII-CANÇÃO DA CHUVA (O Afogado) VIII-CANÇÃO DO NAUFRÁGIO IX X XI XII XIII-O CAMPO DE BATALHA 64 posted by LAURO MARQUES | 16:46 Comments: Balada para um morto -Parte III -Lauro Marques III-A QUEDA Amante do vento, a sua lembrança o trouxe de volta: "A morte, a guerra, "tudo foi em vão. "A primavera, a relva "florindo pelo chão. "A luz, o calor do sol ressequido, "as minhas mãos trêmulas "anseiam por - "TERRA." E então ressuscitado: "Anda a pé o soldado! "Dos deuses ignorado, "a missão é cumprida: "Vida, "restituída a ilusão! "Novas canções serão ouvidas." Voltar para o Sumário posted by LAURO MARQUES | 16:39 Comments: Balada para um morto -Parte III -Lauro Marques VII-CANÇÃO DA CHUVA (O Afogado) Alimento divino, o infortúnio lamenta Na vaga profunda, a insustentável tormenta E naus à deriva o tem navegado O oceano, mar de chuva, senhor e escravo Tantas vezes ido e tornado Furacão e sombra: "A noite escureceu o abismo Agora sinto em meu peito o gosto salgado O mesmo amargo que há em minha língua, Corrente ou força divina Do horizonte me há arrastado." As fontes sobem os cimos mais altos E depois desabam. Voltar para o Sumário posted by LAURO MARQUES | 16:36 |
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