"O verdadeiro pecado é escrever para o público." (Paul Valéry). "Blot, blot, good Lod'wick!" (Shakespeare, Edward III). "Dei uma olhada no seu instigante blog/ site... Indiquei seu site para pessoas interessadas na discussão sobre a aporia das artes" - Affonso Romano de Sant'Anna.
A Mácula
REVISTA ELETRÔNICA, JORNAL DE BORDO E POESIAS DE LAURO MARQUES© macula@estadao.com.br........................................Arte+Estética+Poesia+Literatura+Comunicação+Filosofia.
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15.8.03 O poder da música

Nada mais exato do que um músico executando uma partitura. Nada mais arriscado. Imagine agora um músico sendo acompanhado por uma sequência de sons e ritmos disparados por um computador, às vezes em tempo real, como no caso da obra mista para flauta e eletrônica, Júpiter, de Philippe Manoury. Foi isso que se deu ontem na Aliança Francesa, durante o Ateliê-concerto do IRCAM em colaboração com músicos do grupo francês TM+, com obras para instrumentos acústicos, live electronics e performance sonora auxiliada por computador.
No começo, meio anedótico, vemos o clarinetista entrando em cena arrastando, ou sendo arrastado por um fio, ligado às caixas de som amplificadas, e a um dispositivo de espacialização. Por um fio também fica a música quando uma das caixas pifa, e começa a produzir estrondos não programados. O clarinetista faz cara feia e espera que a mesa de som resolva "seu problema" (deles). E então recomeça. Aos poucos, a música de Boulez - - - e o músico - - - vai se impondo, e quando acaba, assim como a música, ficamos todos suspensos.
posted by LAURO MARQUES | 12:51
Comments: "Poste-Escrito" (Millôr)

Esqueci de acrescentar à minha pequena lista das imperfeições exatas, metaforicamente falando, sempre metaforicamente falando, Bacon. Sobretudo, Bacon.
posted by LAURO MARQUES | 12:50
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13.8.03 Exatidão

A idéia que o artista produz signos exatos é muito sedutora. O que se pretende por "exatos" deve incluir, paradoxalmente, a imperfeição --- Manet, algumas esculturas de Rodin , etc, etc. O que dá margem para se pensar numa "ética da estética", como propõe Galard.
posted by LAURO MARQUES | 19:55
Comments: Arte e conduta

Aprender a produzir signos exatos; saber medir os signos que sempre se emitem: pode-se conceber uma ética que consistiria num bom uso dos signos e que aproveitaria a experiência adquirida nesse sentido pela atividade artística.

Jean Galard, A Beleza do gesto, Edusp, 1997.
posted by LAURO MARQUES | 12:15
Comments: Arte e conduta

Tratar a conduta como uma arte. Postular que ela pode, como o teatro ou a música, desprender-se dos ideais estreitos, das estéticas correntes.
(...) a possibilidade de provocar, no próprio curso da vida, a consistência formal ou a intensidade emocional, próprias da experiência artística.


Jean Galard, A Beleza do gesto, Edusp, 1997.
posted by LAURO MARQUES | 12:14
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12.8.03 Como devemos viver?

Como devemos viver? A resposta de Peirce encontra-se na sua análise da possibilidade da conduta controlada por uma inteligência capaz de aprender através da experiência (Sheriff 1994: xvi)
posted by LAURO MARQUES | 10:48
Comments: Consistência

Eu queria chamar a atenção para a palavra "consistência", no fragmento já postado anteriormente,
"Diálogos" Pinker-Peirce (II): the identity of a man consists in the consistency of what he does and thinks, and consistency is the intellectual character of a thing; that is, is its expressing something. .
posted by LAURO MARQUES | 10:23
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11.8.03 Como compactuar liberdade e auto-controle? 3

Vejo uma dificuldade no projeto comunicacional dos bons modos de Peirce. Lembra a apenas ouvida teoria do agir comunicativo de Habermas. A esperança de que as coisas entre os homens se resolvam pelo diálogo, que seja possível controlar as consequências de nossos atos de fala. É so ver no que deu a empresa de Diotima em O Homem sem Qualidades. Estar de acordo sobre o que quer que seja é um ato de boa vontade. Amigos alcançam isso com frequência: quando estão calmos e tolerantes.
posted by RONALDO BISPO | 21:27
Comments: Mais sobre a Tate Galery

A série de fotografias da Tate Galery, da década de 90 [?], em exposição na OCA, em que há absorção mental e alheamento dos personagens, retratados em cenas familiares, dialoga com a pintura de Manet, onde é possível constatar o mesmo clima psicológico (Cf. A Pintura como Arte).
Manet Na Estufa
Manet Almoço no Ateliê
Manet-parents.jpg
Sarah Jones Sitting Room e outros
Sarah Jones Dinning Room

clique aqui para continuação desse post...
posted by LAURO MARQUES | 17:35
Comments: Como compactuar liberdade e auto-controle?

Evil communications corrupt good manners. (CP 5.138)

Presuming that signs are events (or instruments) of communication, we can translate his proverb thus: all signs have effects, make sure that they are not corrupting ones. (...) What follows for "good signs"? - that they be logically sound, certainly, but that their enunciation have consequences and that these consequences be desirable. This cannot be assessed without assessing their action in relation with their aim (...)

The proverb Peirce cites suggests that this aim must be the maintenance and furtherance of "good manners", but what are the "good manners" that would be corrupted by bad communications? Hume could tell us. The good commerce, the joining, of the sociable and the learned worlds. (...) Peirce would add his gloss: that the conversations of men should further the aims of inquiry, that they should seek truth.

Freadman (signs II)
in Digital Encyclopedia of CSP.
posted by LAURO MARQUES | 13:27
Comments: Considerações Extemporanêas



Para que serve a arte?



Essa é a pergunta ingênua que o pragmatista não faz mais. A questão, para o pragmatista, de acordo com a máxima que lhe é mais cara, passa a ser: quais são as reais consequências do signo artístico?

Cf. post do Bispo- A Pergunta Interminável
posted by LAURO MARQUES | 13:22
Comments: A pergunta interminável

A exposição do acervo da Tate Gallery no Brasil remete à pergunta: o que é arte? Isso é algo interminável. Agora podemos perguntar: o que fazemos com arte? Para além de saber o que ou quem determina a pertinência e importância de uma obra, importa pensar o efeito que a exposição às obras pode causar no fruidor. Essa não é a preocupação principal do artista ou criador. O criador cria porque é motivado a isso. Mas e o que leva um fruidor às salas de um Museu? Qual o valor de ver as obras em tamanho e forma originais? E o prazer estético? De onde vem?
posted by RONALDO BISPO | 07:41
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10.8.03 Sistema Aberto

A idéia agora é transformar o blog numa espécie de "revista" virtual editada por mim e aberta à participação da equipe convidada.
posted by LAURO MARQUES | 06:32

A MÁCULA é um jornal para os que não têm vergonha de si mesmos e amam a máscara.

Ameaçando a escuridão, música -demo version- do CD do MACACCO(mp3.zip)

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